segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Castelo de Cristal


A semana é especial. Sexta-feira é dia festa. Por isso hoje comecei a pensar no pedido especial a fazer no dia 25. Continuando com minha imaginação pelo mundo infantil nada melhor do que viajar pelos contos de fadas e sonhar com um dia de princesa. Para ilustrar meus pensamentos posto a foto de um castelo de verdade de cristal. Um lugar que com certeza poderá me ajudar a realizar meus desejos...


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ondinha ou bicho-papão?


Apesar do dia chuvoso lembrei- me de uma história de praia. Era fim de tarde e eu estava sentada na cadeira observando o mar. Ainda tinham algumas pessoas na praia aproveitando o sol do fim do dia.
Uma menina com os seus 2 anos me chamou a atenção. Além do fato da menina ser muito graciosa, ela brincava em sua piscina de plástico tão feliz que não tinha como ser indiferente a presença dela ao meu lado. Ela pegava o patinho e colocava para nadar junto com ela, a bonequinha, o baldinho, a pá e todos os demais brinquedinhos que estavam ao seu redor. A menina dava vida a cada brinquedo que colocava na piscina. Até que seu pai a estimulou em molhar os pezinhos no mar.
Ela foi andando toda animada e sorridente de mãos dadas com o pai. Mas quando foi chegando perto da água, parecia que seus pezinhos andavam para trás. Ela parou, olhou para o pai e voltou correndo para sua piscina e os seus brinquedos. Ela não chorou, não fez manha, simplesmente abortou a ideia de molhar os pés no mar.
O pai fez mais uma tentativa e a menina foi com ele de novo. Ao chegar perto da água a mesma situação, ela parou e andou para trás. Dessa vez não voltou até a piscina, ficou só observando o pai molhar os pés. Ela ficou paradinha com a mão na cintura, não estava assustada, nem chorando, estava simplesmente observando o mar. O pai a chamava, mostrava que não tinha problema, que o mar estava calmo, mas ela ao invés de ir na direção do pai, dava uns passinhos para trás com a mão na cintura e o sorriso no rosto.
Eu fiquei imaginando o que será que a menina pensava. Ela não parecia assustada, simplesmente não queria molhar os pés na ondinha.  E não adiantava o pai falar e estimulá-la a ir com ele. Ela olhava o mar, a ondinha, com uma carinha engraçada, até que na minha imaginação eu cheguei a conclusão que aquela água que vinha e voltava deveria ser um bicho-papão para ela não querer chegar nem perto.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Começando novembro...

Novembro é um mês especial para mim e minha família. Por isso decidi marcar o início deste mês com uma imagem do início de um dia que com certeza ficou para minha história, mas depois eu conto aqui...


domingo, 30 de outubro de 2011

Comunicação? Tenho minhas dúvidas...


Durante minhas férias fui a um restaurante com meu marido. Um lugar bacana, ambiente gostoso e a comida então, nem se fala. Não somos de sair sempre para comer fora, mas quando podemos gostamos de degustar uma boa culinária. O que mais gosto na verdade é estar em ambientes agradáveis onde podemos conversar – os assuntos nunca faltam -, lembrar das nossas histórias e não se preocupar com a louça depois do almoço.
Estávamos “loroteando” como ele diz e mesmo sem querer acabamos prestando atenção na mesa ao lado. A voz alta da mulher mostrava não se importar que os outros ouvissem. “Lá vai você mexer no seu celular de novo. Não consegue largar um minuto dele, estamos almoçando, pô”. O marido sem olhar para ela só respondeu “faz parte do meu trabalho”. E ela continuou “se sou eu entrando no face e no e-mail não pode, mas você sempre pode, inclusive num domingo na hora do almoço”. O marido se rendeu e deixou o celular por alguns minutos.  Ao invés de uma conversa animada entre família com a filha - que tinha ido ao banheiro e retornava naquela hora - um silêncio na mesa. Até que a filha com seus 10 anos parecia entediada e foi falar alguma coisa para mãe que respondeu olhando para o pai “fala pra ela que eu sou mais velha que você e não tenho paciência. Eu sou assim mesmo, não gosto de brincadeiras. Você é o pai e essa é sua parte. Eu já levo na escola, cuido da natação, do ballet e do jazz”. A menina ouviu a mãe e depois foi até o pai para ver algo que a distraísse e qual foi à distração? O joguinho no celular. Pelo jeito o celular realmente era o elo forte da família. Logo eles foram embora e isso me deixou muito incomodada. Um incômodo de saber como essa nova geração vai se comunicar, ou não vai? Como eles vão esperar o presente de Natal se os próprios pais não têm paciência de contar histórias, de conversar.
Minha infância foi tão maravilhosa, a gente sonhava com o Natal, a gente preparava as festas de aniversário. Começávamos os preparativos mais de uma semana antes, sentávamos todos na mesa e ficávamos enrolando brigadeiro, beijinho, fazendo olho de sogra e sempre tínhamos assunto. No Natal adorávamos montar a árvore e colocar os enfeites.
Outro momento guardado na memória é quando acabava a luz, acendíamos vela e ficávamos brincando de adivinhações, meus pais contando histórias.
Hoje temos “tantas necessidades”, “tanta informação” que cada dia parece que sei menos, que guardo menos as coisas. Nas férias gosto mesmo é de desconectar e viver como antigamente, sem computador, sem celular. E a receita dá certo, volto reabastecida, com mais energia. Na verdade a receita das avós valem para tudo mesmo “tudo que é demais estraga, engorda, faz mal”.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sexta-feira é dia de sonhar com sombra e água fresca

Da série como é bom conhecer novas culturas, viajar e tirar fotos de tudo. Como é bom ser turista e não ter vergonha de fazer caras e bocas, experimentar comidas típicas, pagar mico e se divertir com tudo. A estante me faz relembrar ótimas viagens, mexer nas fotos, reviver bons momentos.
Como hoje é sexta-feira já estou sonhando com sombra e água fresca...


domingo, 11 de setembro de 2011

Dia de cão? Nada disso, o meu é levinho...


Imagina acordar cedo, pegar ônibus lotado, levar a marmita na mochila e ainda ter um dia todo de trabalho pela frente. Sem falar que no final do dia o jeito é enfrentar mais uma viagem quase sem espaço para respirar.
Meu ponto tem a vantagem de não ser o dos piores, consigo sentar quase sempre. Muito difícil eu fazer a viagem toda em pé, embora quando isso acontece meu humor chega a ir pra todos os sentidos. Por isso pergunto se alguém que está carregado quer que eu segure a bolsa ou a mochila. Sei bem como é estar em pé, se equilibrando e ainda cheio de coisas.
Outro dia desses tinham duas amigas, elas estavam exatamente nessa situação e perguntei se queriam que eu segurasse as sacolas e bolsas. Elas aceitaram prontamente. Como fiquei com as coisas delas, não tinha como não ouvir a conversa. Elas estavam do meu lado e não faziam questão de falar baixo. Eram faxineiras em um bairro de classe média alta, uma tinha várias clientes na redondeza e a outra tinha uma patroa só. Mas como dizia ela, e que patroa. “Sabe eu não saio de lá porque tenho carteira assinada e já me acostumei com o jeito dela. Quando chego fico de olho pra saber como que ela está e dependendo do dia coloco meu fone e ligo aspirador logo cedo, assim não fico escutando as besteiras que ela fala. O que adianta tanto dinheiro e nada de felicidade”. A outro retrucava “Carteira assinada eu sinto falta, mas ganho mais com a faxina mesmo. Hoje é dia da Sra. Barbie. Você acredita que tenho que chegar agora picar todas as frutas para ela comer? A mulher é magra, mas vive de dieta. O pior é que a geladeira dela só tem essas coisas levinhas, por isso trago minha comida. Imagina ficar sem arroz e feijão, só com salada e um grelhadinho? Isso não é vida. Esse povo rico não sabe o que é uma comida com sustança.”
“Nossa esqueci de contar a última da minha patroa”, disse a amiga da carteira assinada. “Você acredita que ela resolveu contratar um detetive particular para seguir o marido. E ainda queria que eu concordasse com ela. Eu disse pra ela, ai disse mesmo, não agüentava mais, se a senhora já sabe que ele tem outra, pra que gastar dinheiro com isso. Pega o dinheiro e vai fazer compra”. A amiga das faxinas olhou indignada “Você chamou ela de chifruda na cara?” “Ah, falei mesmo não aguento mais ela chorando pelos cantos, ligando pras peruas amiga dela e reclamando da vida que ele tem outra. Sai de casa ou finge de morta.”
Nessa hora as duas pediram as sacolas e foram aos seus trabalhos. E eu segui minha viagem imaginando como seriam o dia delas com essas figuras que parecem mais personagens de novela.
Agradeço sempre por ouvir essas histórias, vejo como o meu dia é melhor que de muitas pessoas. Assim não dá espaço nem pra reclamar, quanto mais sentir preguiça.

domingo, 28 de agosto de 2011

Natureza

Mexendo nas minhas "prateleiras" virtuais achei essa foto tirada num domingo qualquer. A natureza sempre nos oferece presentes simples, basta observá-los. Muitas vezes não precisa de uma história por traz, mas outras é necessária para nos sensibilizar da importância de preservar paisagens belas. Essa flor em especial não tem nenhuma anedota, apenas o seu retrato para terminar mais um domingo cheio de energia e começar a semana bem.