Novembro é um mês especial para mim e minha família. Por isso decidi marcar o início deste mês com uma imagem do início de um dia que com certeza ficou para minha história, mas depois eu conto aqui...
Mudar o rumo requer uma busca interna e externa. Para colorir a vida reúno um pouco de fotografia, novas culturas, boas histórias e novos lugares.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Comunicação? Tenho minhas dúvidas...
Durante minhas férias fui a
um restaurante com meu marido. Um lugar bacana, ambiente gostoso e a comida
então, nem se fala. Não somos de sair sempre para comer fora, mas quando
podemos gostamos de degustar uma boa culinária. O que mais gosto na verdade é
estar em ambientes agradáveis onde podemos conversar – os assuntos nunca faltam
-, lembrar das nossas histórias e não se preocupar com a louça depois do
almoço.
Estávamos “loroteando” como
ele diz e mesmo sem querer acabamos prestando atenção na mesa ao lado. A voz alta
da mulher mostrava não se importar que os outros ouvissem. “Lá vai você mexer
no seu celular de novo. Não consegue largar um minuto dele, estamos almoçando,
pô”. O marido sem olhar para ela só respondeu “faz parte do meu trabalho”. E ela
continuou “se sou eu entrando no face e no e-mail não pode, mas você sempre
pode, inclusive num domingo na hora do almoço”. O marido se rendeu e deixou o
celular por alguns minutos. Ao invés de
uma conversa animada entre família com a filha - que tinha ido ao banheiro e
retornava naquela hora - um silêncio na mesa. Até que a filha com seus 10 anos
parecia entediada e foi falar alguma coisa para mãe que respondeu olhando para
o pai “fala pra ela que eu sou mais velha que você e não tenho paciência. Eu
sou assim mesmo, não gosto de brincadeiras. Você é o pai e essa é sua parte. Eu
já levo na escola, cuido da natação, do ballet e do jazz”. A menina ouviu a mãe
e depois foi até o pai para ver algo que a distraísse e qual foi à distração? O
joguinho no celular. Pelo jeito o celular realmente era o elo forte da família.
Logo eles foram embora e isso me deixou muito incomodada. Um incômodo de saber
como essa nova geração vai se comunicar, ou não vai? Como eles vão esperar o
presente de Natal se os próprios pais não têm paciência de contar histórias, de
conversar.
Minha infância foi tão
maravilhosa, a gente sonhava com o Natal, a gente preparava as festas de
aniversário. Começávamos os preparativos mais de uma semana antes, sentávamos
todos na mesa e ficávamos enrolando brigadeiro, beijinho, fazendo olho de sogra
e sempre tínhamos assunto. No Natal adorávamos montar a árvore e colocar os
enfeites.
Outro momento guardado na
memória é quando acabava a luz, acendíamos vela e ficávamos brincando de
adivinhações, meus pais contando histórias.
Hoje temos “tantas necessidades”,
“tanta informação” que cada dia parece que sei menos, que guardo menos as
coisas. Nas férias gosto mesmo é de desconectar e viver como antigamente, sem
computador, sem celular. E a receita dá certo, volto reabastecida, com mais
energia. Na verdade a receita das avós valem para tudo mesmo “tudo que é demais
estraga, engorda, faz mal”.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Sexta-feira é dia de sonhar com sombra e água fresca
Da série como é bom conhecer novas culturas, viajar e tirar fotos de tudo. Como é bom ser turista e não ter vergonha de fazer caras e bocas, experimentar comidas típicas, pagar mico e se divertir com tudo. A estante me faz relembrar ótimas viagens, mexer nas fotos, reviver bons momentos.
Como hoje é sexta-feira já estou sonhando com sombra e água fresca...
Como hoje é sexta-feira já estou sonhando com sombra e água fresca...
domingo, 11 de setembro de 2011
Dia de cão? Nada disso, o meu é levinho...
Imagina
acordar cedo, pegar ônibus lotado, levar a marmita na mochila e ainda ter um
dia todo de trabalho pela frente. Sem falar que no final do dia o jeito é enfrentar
mais uma viagem quase sem espaço para respirar.
Meu
ponto tem a vantagem de não ser o dos piores, consigo sentar quase sempre.
Muito difícil eu fazer a viagem toda em pé, embora quando isso acontece meu
humor chega a ir pra todos os sentidos. Por isso pergunto se alguém que está
carregado quer que eu segure a bolsa ou a mochila. Sei bem como é estar em pé,
se equilibrando e ainda cheio de coisas.
Outro
dia desses tinham duas amigas, elas estavam exatamente nessa situação e
perguntei se queriam que eu segurasse as sacolas e bolsas. Elas aceitaram
prontamente. Como fiquei com as coisas delas, não tinha como não ouvir a
conversa. Elas estavam do meu lado e não faziam questão de falar baixo. Eram
faxineiras em um bairro de classe média alta, uma tinha várias clientes na
redondeza e a outra tinha uma patroa só. Mas como dizia ela, e que patroa. “Sabe
eu não saio de lá porque tenho carteira assinada e já me acostumei com o jeito
dela. Quando chego fico de olho pra saber como que ela está e dependendo do dia
coloco meu fone e ligo aspirador logo cedo, assim não fico escutando as
besteiras que ela fala. O que adianta tanto dinheiro e nada de felicidade”. A
outro retrucava “Carteira assinada eu sinto falta, mas ganho mais com a faxina
mesmo. Hoje é dia da Sra. Barbie. Você acredita que tenho que chegar agora
picar todas as frutas para ela comer? A mulher é magra, mas vive de dieta. O
pior é que a geladeira dela só tem essas coisas levinhas, por isso trago minha
comida. Imagina ficar sem arroz e feijão, só com salada e um grelhadinho? Isso
não é vida. Esse povo rico não sabe o que é uma comida com sustança.”
“Nossa
esqueci de contar a última da minha patroa”, disse a amiga da carteira
assinada. “Você acredita que ela resolveu contratar um detetive particular para
seguir o marido. E ainda queria que eu concordasse com ela. Eu disse pra ela,
ai disse mesmo, não agüentava mais, se a senhora já sabe que ele tem outra, pra
que gastar dinheiro com isso. Pega o dinheiro e vai fazer compra”. A amiga das faxinas
olhou indignada “Você chamou ela de chifruda na cara?” “Ah, falei mesmo não aguento
mais ela chorando pelos cantos, ligando pras peruas amiga dela e reclamando da
vida que ele tem outra. Sai de casa ou finge de morta.”
Nessa
hora as duas pediram as sacolas e foram aos seus trabalhos. E eu segui minha
viagem imaginando como seriam o dia delas com essas figuras que parecem mais
personagens de novela.
Agradeço sempre por
ouvir essas histórias, vejo como o meu dia é melhor que de muitas pessoas.
Assim não dá espaço nem pra reclamar, quanto mais sentir preguiça.
domingo, 28 de agosto de 2011
Natureza
Mexendo nas minhas "prateleiras" virtuais achei essa foto tirada num domingo qualquer. A natureza sempre nos oferece presentes simples, basta observá-los. Muitas vezes não precisa de uma história por traz, mas outras é necessária para nos sensibilizar da importância de preservar paisagens belas. Essa flor em especial não tem nenhuma anedota, apenas o seu retrato para terminar mais um domingo cheio de energia e começar a semana bem.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Saudade da infância...
Agosto mês de cachorro louco. Mês de folclore.
Saudade de ler as histórias do saci-pererê e imaginar quais seriam as aventuras desse personagem tão marcante na minha infância. Vários anos fizemos na escola o gorro vermelho e pulávamos numa perna só.
Nessa época do ano precisávamos juntar as latas de Nescau ou leite Ninho para fazermos nosso telefone sem fio. Brincadeira que começava no preparo do material, e ai além da confecção. Tudo era motivo para festa.
Lembro do ano que fizemos um cavalo com cabo de vassoura, fico imaginando agora o desespero da minha mãe em riscarmos a casa inteira em nossa “cavalgada”.
Como era bom os jogos de roda, amarelinha e pular elástico. O bom de ser de uma família com irmãs e primas, as brincadeiras não paravam na escola, se estendiam durante as tardes no sítio onde morávamos.
Acho que vou resgatar um livro de lendas ou pesquisar algumas parlendas (essa palavra foi um verdadeiro mergulho a minha infância) para me divertir durante esse mês de agosto.
parlenda do blog: Educar com Arte
http://valdirenerosa.blogspot.com/
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